desenhardiscurso

31.1.06

os meus favoritos (álvaro lapa)


José Gil no catálogo da galeria Fernando Santos: " O campo aberto pelo seu modo de fazer não é o do significado, não é o da imagem-símbolo nem o da interpretação. O problema parece ser agora o da abertura total do campo pictural. Álvaro Lapa pergunta: como é possível criar uma pintura que encerra todos os signos do universo? Como é possível fabricar um campo sintáctico que acolha todo o tipo de imagens heterogéneas? Ou ainda: qual o procedimento a utilizar para que se realize a pintura, como arte total, quer dizer, capaz de inscrever todos os signos do mundo (e, por conseguinte, todo o sentido do mundo)?"

os meus favoritos (carla filipe)






A exposição da Carla Filipe na Quadrado Azul confirmou uma das mais interessantes presenças no actual panorama das nossas artes. Hesitações, erros, desvios, formalizações e des-formalizações em permanente tensão: tal como a vida, esta é uma prática errática, tão eufórica quanto imediatamente a seguir deprimente, arrancada da carne da memória.

do fundo da gaveta ( warhol/nauman/dibbets)

I’ve been quoted a lot as saying,” I like boring things.” Well, I said it and I meant it. But that doesn’t mean I’m not bored by them. Of course, what I think is boring must not be the same as what other people think is, since I could never stand to watch all the most popular action shows on TV, because they’re essentially the same plots and the same shots and the same cuts over and over again. Apparently, most people love watching the same basic thing, as long as the details are different. But I’m just the opposite: if I’m going to sit and watch the same thing I saw the night before, I don’t want it to be essentially the same – I want it to be exactly the same. Because the more you look at the same exact thing, the more the meaning goes away, and the better and emptier you feel.
Andy Warhol
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If you see yourself as an artist and you function in a studio and you’re not a painter, if you don’t start out with some canvas, you do all kinds of things -- you sit in a chair or pace around. And then the question goes back to what is art? And art is what an artist does, just sitting around in the studio.
Bruce Nauman
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The only place I ever learnt anything was in London, with Caro. He said before making anything you must think about it. Then I stopped making sculpture.

Jan Dibbets

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8.1.06

springerin/brasil



pode ser consultada na internet uma versão inglesa na revista austríaca springerin (http://www.springerin.at/dyn/heft.php?pos=2&lang=en) de uma conversa que levei a cabo com os artistas brasileiros Lívia Flores, Lúcia Koch e Ricardo Basbaum sobre a realidade artística e social do Brasil na era Lula, entre outros assuntos

do fundo da gaveta (gabriel orozco sobre a instituição "museu")

I try to take the museum as a real thing so I try to be aware of their accidents, their history, and their limitations, and I work with museums as I work with a market in Cachoeira, Brazil, or the cemetery in Timbuktu. I don’t think the museum is a fictional place. I think it is as real as a cemetery or as a market in which you can have dead things, live things, rotten things.

Gabriel Orozco, in Hans Ulrich Obrist, Interviews, Vol. I , Fondazione Pitti Immagine Discovery /Charta, p.656

os meus favoritos (thomas hirshorn)



thomas hirshorn em serralves: o peso das palavras onde a imagem desconfia da sua eficácia, ou a eficácia das palavras enquanto imagem ...tudo isto acrescido do prazer de "bunkerizar" a arquitectura de siza vieira...

7.1.06

vasco araújo - olé!

Na edição de Dezembro da ARTFORUM, no habitual balanço do ano, Robert Storr (que vai ser o próximo comissário da Bienal de Veneza em 2007), escolheu o vídeo de Vasco Araújo (www.vascoaraujo.org) exibido em Veneza como um dos dez acontecimentos do ano (parabéns Vasco!)...só foi pena que o senhor lhe tenha confundido a nacionalidade, designando-o "Spanish artist"...enfim, para lá caminhamos inexoravelmente, mas pelo menos deixem-nos ser portugueses por mais umas décadas por favor...

centre d'art santa mònica, barcelona



o edifício


christiane ehrharter



francisco queirós



vanessa jane phaff

costa vece



lívia flores




graham gussin



cabelo


maria nordman


antoni abad (www.zexe.net)

10.12.05

muntadas


Muntadas na última Bienal de Veneza.


Muntadas es un experto en la creación de situaciones, un conocido defensor de que la obra de arte no es un hecho aislado y que existen inevitables relaciones entre arte y sociedad, entre instituciones artísticas y poder. Esa es una de las cualidades de su trabajo: saber utilizar la motivación estética para activar la discusión ética entre sus interlocutores.
José Lebrero Stals, catálogo da exposição Muntadas On Translation: Museum, Macba, 2003.

re:produtores de sentido, sesc, rio de janeiro, setembro de 2004

Duas exposições em Setembro (2004 e 2005) que tiveram pouca visibilidade. A primeira - re: produtores de sentido -, partiu de um convite do Paulo Reis, crítico brasileiro, no sentido de organizar uma exposição que se pudesse levar de Portugal para o Brasil na mala (daí a opção fundamental pela fotografia e pelo vídeo). A segunda - desenhar discurso... dá o nome a este blogue -, partiu de um convite da Bienal de Cerveira para o comissariado de uma exposição "com instalações e multimédia"(daí a opção fundamental pelo desenho...).

sesc, rio de janeiro

José Maçãs de Carvalho


Paulo Catrica


Luís Palma; André Cepeda



João Tabarra


Filipa César


da esq.: Alice Geirinhas; Francisco Queirós

da esq.: Francisco Queirós; Isabel Carvalho




da esq.: Francisco Queirós; Isabel Carvalho

desenhar discurso. digressões sobre uma urbanidade disruptiva, vila nova de cerveira, agosto de 2005

...a escolinha...

carla filipe: a última geração

isabel carvalho (com um anónimo em cima)


da esq.: João Maria Gusmão; Carla Filipe

Carla Filipe


André Cepeda


Eduardo Matos

Carlos Roque


Asterisk

Arlindo Silva

Angelo Ferreira de Sousa/Ana Medeira

da esq.: Nuno Campos, Luis Lima, Angelo Ferreira de Sousa/Ana Medeira

Pedro Paiva

João Pedro Vale

Ricardo Pistola

Pedro Barateiro

da esquerda: Catarina Leitão; Carlos Correia

Carlos Correia

ao fundo, no dia da inauguração: Portugal real...a arder